domingo, 24 de janeiro de 2010

Ano novo, post novo sobre single novo e álbum novo.

Depois de um (longo e não tão produtivo) fim de ano, cá estou eu.

Vamos fazer uma pequena viagem no tempo:

Dia quatro de janeiro, estava eu perambulando pelo MSN até que sobe a janelinha do Diogo (Macueidi) me oferecendo três novos sons da Superguidis que estavam fresquinhos.

Dois desses três já foram lançados no single "Não fosse o bom humor" – a música de mesmo nome e "Visão além do alcance", o single ainda vem com uma versão acústica de "Malevolosidade".

A outra música que me foi passada, que veio com o nome de "Roger Waters". Também já tinha "Nova_Completa" e "Aos Meus Amigos" as duas acústicas. Além das músicas que eles já vinham tocando em shows.

Ouvindo todas essas músicas uma coisa logo é notada: Crescimento musical. Não sou critico ou alguma coisa assim, mas é fácil notar as letras mais profundas, guitarradas crocantes do Lucas, a cozinha ainda mais bacana do Marco (batera) e Diogo (baixo) e vocais do Andrio ainda melhores.

Por favor, entenda crescimento como crescimento e não como "mudança total de gênero" embora alguns gringos queiram mixar as músicas pensando em NX Credo (motivo que atrasou ainda mais o terceiro álbum), os guris estão muito longe (e melhor) que isso.


Muitos dizem que é o segundo álbum que define a banda, eu discordo. A maioria dos segundos albuns vem com coisas que já existiam em demos ou foram deixadas de lado no primeiro. O terceiro é quase que sempre 100% novo, nesse caso dá até abertura para pianos e cordas, obviamente sem descaracterizar a banda mais famosa de Guaíba.

O terceiro álbum (possivelmente chamado de "Tolos Mudam") chega ainda esse ano.


Siga os guris no twitter: www.twitter.com/superguidis




(Quero lembrar que escrevi esse post me isentando de parcialidade como fã da banda que sou. Pode não ser o meu maior post, mas é o com o maior titulo. YAY!)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Alex Kidd




Então é Natal

Em comemoração a essa data tão querida onde as pessoas demonstram por um dia um pouco do humanismo que não tiveram durante todo o ano farei um post especial sobre mais um jogo memorável que vinha na memória do saudoso Master System II, sim falo dele mesmo Alex Kidd in The Miracle World.

Todos que nasceram no final dos anos 80 e tiveram um Master System II, ou ainda o tem (meu caso)puderam se divertir e ficarem putos da vida com os JAN-KEN-PO (conhecido popularmente como Pedra-Papel e Tesoura) e também os seres imortais como os fantasmas roxos que brotavam absolutamente do nada e te perseguiam sem parar, pra no final da tela você conseguir um simples hambúrguer na versão americana (pois é que sugestivo não) ou um bolinho de arroz na versão japa.

O jogo era um 2D muito simples, onde você poderia dar socos em blocos pra conseguir dinheiro e itens especiais como bracelete ou anel do poder que te fazia atirar ondas de energia, a bengala magica que fazia voar e a famosa "Motinha do Alex Kidd" que você comprava e saia atropelando tudo que vinha pela frente.




Como todo jogo de 8 bits sempre é infestado de bugs e outras deformações de cenário, esse não seria diferente vejam ai a baixo alguns bem engraçados onde o sujeito conseguiu enfrentar o chefão no começo da tela.



Nesse site (http://www.sega-brasil.com.br/index.php?q=segredos-de-alex-kidd-in-miracle-world.html) tem outros bugs e malandragens bem interessantes que só fui saber agora quase 20 anos depois...hehe

Alex Kidd ainda contou com varias outras versões entre elas Lost Stars, High Tech World e a minha favorita a Shinobi World. A história do jogo era baseada no mundo de Shinobi com os mesmos inimigos do jogo de Master System e Alex tinha habilidades ninjas e uma espada ao invés dos punhos.



Pra encerrar irei falar do último jogo de Alex Kidd chamado "Alex Kidd in the Enchanted Castle" que foi a continuação de Miracle World. Esse jogo foi considerado por muitas vezes um dos mais dificieis de todos os tempos (coisa bem comum em todos os jogos de Alex Kidd). Esse não teve choro tive que apelar pros famosos emuladores e seus save-states porque na raça é desuhumano demais. Segue um video sobre o jogo a baixo.



Bem galera vou ficando por aqui, boas festas e que 2010 seja um bom ano a todos

By RACF

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Suikoden Tierkreis

Konami
2009
Konami












Estamos na era da internet 2.0 amiguinhos, o que isso quer dizer? Alta taxa de transferência de dados que permite a utilização de ferramentas audiovisuais que incrementam, mas muitas vezes sobrepõem a importância de um bom texto. Por que se dar ao trabalho de bolar um se é possível simplesmente por um vídeo e um monte de frases soltas? A real é que mais ninguém tem saco/tempo pra ler, muito menos pra escrever. A prova disso é que deve ter pelo menos 5 abas abertas no teu navegador agora. Acertei? Pra isso que o twitter e derivados existem. E vocês acham que o digníssimo Bash and Smash vai ficar fora do lance? Com vocês nosso primeiro video review. Prepare a pipoca e o refrigerante. Enjoy.

video

Nota: 1,5

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dirty Projectors: Bitte Orca

Lançamento: 2009
Domino

Sim, é um post sobre música! Uma resenha de um disco para ser mais preciso. Eu já tinha dado carta branca para os mentecaptos deste blog - Site? Seilá? - falarem sobre qualquer coisa, mas a preguiça fala mais alto (digo por mim, mas serve para todos). Talvez o que falta é um empurrão na direção certa. Espero que mais posts sobre "qualquer coisa" sejam padrão daqui em diante. Este não é um blog - Site? Seilá? - sobre games, suas bichas.
Depois de uma espera de vários meses e links expirados finalmente pude pôr meus ouvidos na banda indie do momento: O Dirty Projectors. Eles ficaram em evidência depois que participaram da coletânea dupla Dark was the night, que juntou um monte de bandas indies em benefício próprio: a luta contra as consequências de um estilo de vida homo-lascivo, a AIDS. "Knotty pine", a faixa que eles gravaram é a melhor em uma primeira audição, devido ao grande apelo pop que ostenta, e realmente muito boa após várias audições, quando a qualidade das outras, menos digeríveis, cresce.
Detalhe: eles gravaram a dita faixa junto com o David Byrne, fundador do Talking Heads e grande padrinho musical. Matei a cobra.
Camadas de vocais secundários (das mocinhas Amber Coffman e Angel Deradoorian) de uma crueza açucarada e "à capela", quase sempre SOBREPONDO o estranho vocal principal. Um violãozinho aqui, um riff de guitarra ali, um belo solo mais acolá. Estou sendo bem genérico, pois essa descrição nem de longe arranha o âmago das canções, ou da canção, que se chama "Cannibal Resource" e abre o disco. Me atrevo a dizer que não há texto que cumpra a tarefa (primeira música, do primeiro disco da minha primeira resenha, isto não vai longe). O single "Stillness is a Move" é a típica faixa que a Beyoncé faria se fosse uma artista alterna, os vocais e trejeitos da moça foram perfeitamente emulados nesta que é a canção mais pop do disco, nem poderia ser de outro jeito.
Salvo algumas exceções (Two Doves é uma bela balada indiefolk tradicional, nas devidas proporções) as músicas seguem um caminho solitário, imprevisível e, o melhor de tudo, sem forçar a barra. "Useful Chamber" partilha dos mesmos adjetivos do disco como um todo, sonoridade coesa e dispersa, um paradoxo possível porque eu estou ouvindo neste exato momento e possivelmente estarei ouvindo enquanto vocês estiverem lendo, possível sim, mas difícil de imaginar sem ouvir. Um violino(ou qualquer outro instrumento) surpreendendo sem roubar a cena, ou um puta solo logo após sussurros que tradicionalmente indicam que a música está por acabar, quebras de ritmo que assustam para depois encherem o ambiente com aquele clima gostoso de satisfação por você estar ouvindo algo genial. É preciso ter as manhas para que essa mistura nada tradicional não vire um amontoado cabeçudo e enfadonho, e Dave Longstreth, o cara com da voz estranha, definitivamente TEM as manhas.
Noite escura, eu fumando um cigarro e confabulando em como terminar esta resenha, eis que um vagalume, algo raro nessa cidade dos infernos, a 10 metros de distância, começa a brilhar moribundamente até sumir de vista. Beleza rara e inalcançável. Cheque-mate.

Nota: 8,5

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Scarface: The World Is Yours WII/PS2/XISBOCA/PC

Antony "Tony" Montana(Al Pacino), o mafioso cubano mais badass do pedaço merece um espaço neste blog, mas na dúvida entre falar sobre o filme ou o jogo, vou acabar falando dos dois. Segue aqui um sample do filme, com muito sangue tiroteio e desaforo, afinal Tony Montana não é conhecido por sua delicadesa e finesse.


Quando Fidel Castro abre o porto de Mariel para pessoas com parentes nos EUA saissem do país, cerca de 125.000 cubanos deixam o país para se refugiar. O que os americanos não sabiam, é que mais de 70% destes cubanos tinham ficha na policia, essa oportunidade na verdade era um despacho de toda a escória cubana. Em busca do sonho americano Tony Montana abusa da coragem para conseguir small jobs e subir na carreira criminal, até se tornar o dono de um império disputado por muitos, o que o leva a criar inimigos poderosos. Na sua subida ao poder, o ego e desejo lhe consomem, e mesmo turbinado por montanhas de yeyo ele só consegue enxergar as pessoas como lixo.



O jogo, que na verdade é um final alternativo do filme, começa quando a casa de Tony Montana é invadida por homens do Sosa. Em vez de ser assassinado de forma cruel com um tiro de 12 nas costas ele acaba por sobreviver e fugir, mas seu império está destruido e ele precisa reconstruir desde o ponto zero.



Com um gameplay no estilo GTA você muitas vezes se perde nos palavrões, sangue, dinheiro e cocaina que Tony consome loucamente, sem contar a trilha sonora de dar inveja a muitos jogos do estilo.

Nas palavras de Tony Montana: DON'T FUCK WITH ME!

sábado, 3 de outubro de 2009

Battletoads O JOGO MAIS DIFICIL DA HISTÓRIA

Vamos a mais um clássico , esse provavelmente vocês já devem ter escutado falar, mas nunca tenha zerado, me refiro a BATTLETOADS, ou também conhecido como “sapos ninja”. Bem esse game foi considerado pela GT (Game trailer), um dos 10 jogos mais difíceis da história superando outros impossiveis como a série Ninja Gaiden e o famoso Contra, e vocês irão ver o porque agora.

O enredo do jogo é muito simples 3 sapos mutantes adolescentes Rash e Pimple (Pois é isso não te lembra 4 tartarugas mutantes adolescentes que adoram pizza e falam KAUBANGA), que tentam salvar a princesa Angélica da terrível Darkqueen, líder do planeta Ragnarok, com a ajuda do Professor T. Bird e sua nave espacial, The Vulture.

A primeira versão do jogo saiu em 1991 para o saudoso NES 8 bits, o popular “Nintendinho” onde em cada fase do jogo tinha uma jogabilidade diferente com finalizações extravagantes com super chutes e as animações chamaram bastante atenção na época. Há vários níveis em 3D e também o tradicional 2D "beat-em-up" em que o jogador avança derrotando inimigos e obstáculos e as terríveis pra não dizer DESUMANAS fases de corrida, quando devem ser memorizadas as sequências em que obstáculos surgem, podendo matar o personagem instantaneamente.

Fugindo um pouco de Battletoads, década de 90 existia um outro jogo que fazia muito sucesso entre os gamers que adoravam uma boa porrada esse era o Double Dragon, onde dois irmãos Billy e Jimmy Lee, saiam batendo em uma gangue de bandidos para salvarem uma garota que provavelmente era namorada de um deles (O estranho desse jogo é que quando se jogava de dois assim que matava o último chefão que já era difícil, você teria que enfrentar o seu amigo pelo “Amor” da moça, algo que em tempos atuais é praticamente IMPOSSÍVEL de se imaginar..EUEUHE). Então pensando nisso os produtores da Raros e Tradewest pensaram “Porque não juntar os dois jogos mais difíceis da época em um único jogo”, foi assim que nasceu o crossover, Battletoads & Double Dragon: The Ultimate Team.


O jogo foi lançado em 93, para as plataformas Mega Drive, Snes e Nes e misturava os dois universos, com itens e inimigos de ambos os jogos. Era possível escolher entre cinco personagens: Billy e Jimmy Lee (de Double Dragon), ou Zitz, Pimple e Rash (de Battletoads), seguindo então através de sete telas que ficavam cada vez mais difíceis, matando cada inimigo que aparecia . Cada etapa tem um chefão, no final, que desafia o jogador antes de poder avançar para a próxima fase.

No ano de 94 foi lançado para Arcade o último jogo da série chamado “Super Battletoads” que possuía vozes e vários outros detalhes que o diferenciam dos outros jogos, como mais violência onde era possivel entre outras coisas decapitar alguns inimigos com alguns ataques. Também, durante as fases com veículos é enfatizado mais que memorizar e desviar de obstáculos.

Pra encerrar o post colocarei o video da GT com os 10 mais difíceis da história. Divirtam-se

By RACF



sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Shin Megami Tensei: Devil Survivor

Atlus

Lançamento: 2009

Atlus


"Shin Megami Tensei" is a first-person RPG set in modern-day and futuristic Tokyo. The hero of the game can summon demons, who use a mysterious energy called Magnetite. The demons can fight for you and perform other useful tasks. The first-person combat is turn-based. In the beginning of the game, you can set the statistics of your party members, determining their strength, stamina, intelligence, etc. You'll need to make some crucial decisions during the game, that will also influence the outcome of its events.

Essa é a descrição que eu peguei em um site de roms de um jogo de SNES lançado em 92. O que está em negrito é o que ele tem de comum com o alvo desta resenha, além do nome. E eu que pensava que a série Dragon Quest era a mais conservadora. Enganei-me. No fundo é a mesma coisa. Até o enredo é parecido. Feitiçaria geek (invocação de demônios por periféricos eletrônicos, um computador em um, um ds no outro), referências mito-religiosas, aposto que juízo final, também. Bom, há várias séries que se repetem por aí. Várias mesmo. Eu poderia ficar o dia todo dando exemplos. São inegavelmente boas, pois têm pontos divergentes táteis. Mas como falar de pontos divergentes em um RPG com tantas semelhanças seminais?

Devil Survivor é um híbrido de RPG clássico com RPG tático. Não há espaço para erros em um RPG tático. Não me lembro de ter jogado algum ruim. Você anda e ataca, escolhe outro personagem, anda e ataca. O que pode dar errado nessa fórmula? Com uma boa dose de estratégia para fazer o jogo ser interessante até o fim, nada. A não ser pela parte "RPG clássico", que toma lugar nos ataques e estranhamente, de clássica não tem nada. Não é repetitiva, nem enfadonha e nem débil. É a melhor parte, porra. As lutas são executadas em grupos de três. Se tu acabar com o líder do grupo, a luta termina. Se tu vencer os "minions", o líder fica mais fraco. Simplório, mas extremamente eficaz. E os atributos realmente significam algo. Explorar as fraquezas dos inimigos e não deixar que eles explorem as suas é fundamental. Se os rpgs clássicos dessem atenção apenas a este detalhe. Metade deles seria ao menos jogável.

Como disse antes, o protagonista (e seus amigos) invocam demônios que ajudam (MUITO) nas lutas. É absolutamente necessário que tu tenha os melhores. Duas são as formas: leilões eletrônicos ou fusão. A primeira alternativa exige apenas dinheiro. A segunda, dois monstros compatíveis e não estar em um nível maior que o monstro resultante. Embora limitada, a segunda opção gera monstros melhores SE for realizada com sapiência. Garimpar as habilidades e eliminar as fraquezas é imprescindível e geralmente separa a vitória triunfal da derrota humilhante. A saber: vários finais e personagens jogáveis; uma dificuldade que faz jus ao título; um belo enredo (se tu for um maldito tomador de prozac) e uma trilha sonora de puro rock'n'roll. O que mais eu poderia querer?


Nota: 7,5